F.G.A. – “ESFORÇO PROXIMIDADE E CONFIANÇA”

COM MAIS DE DUAS DÉCADAS DE ATIVIDADE, A F.G.A. BETÃO PRONTO, LDA., SEDIADA EM MARINHAIS, NO CONCELHO DE SALVATERRA DE MAGOS, CONSOLIDOU-SE COMO UMA REFERÊNCIA REGIONAL NO FORNECIMENTO DE BETÃO PRONTO. A EMPRESA DESTACA-SE PELA PROXIMIDADE AO CLIENTE, FROTA PRÓPRIA E UM CRESCIMENTO CONSISTENTE NUMA DAS ZONAS MAIS DINÂMICAS E PROCURADAS DO PAÍS. SOB A LIDERANÇA DE RICARDO ANTUNES, MANTÉM O ADN FAMILIAR QUE A CARACTERIZA DESDE O PRIMEIRO DIA, ALIANDO COMPETITIVIDADE, EXPERIÊNCIA E UM PROFUNDO CONHECIMENTO DA REGIÃO.

COMO COMEÇOU A HISTÓRIA DA F.G.A. BETÃO PRONTO? JÁ ESTAVAM LIGADOS AO SETOR?

Esta empresa começou com o meu pai, no ano 2000. Ele era construtor civil e decidiu montar uma pequena central de betão. Em 2001 vim trabalhar com ele e, até 2008, foi ele quem esteve à frente de tudo. Nesse ano passou-me a empresa, porque já trabalhava lado a lado com ele.

Depois veio a crise de 2010/2011, e foram anos muito complicados. A empresa sofreu bastante (como todas as do setor), mas conseguimos resistir e continuar.

QUANDO ASSUMIU TOTALMENTE A LIDERANÇA DA EMPRESA?

Assumi a 100% em 2011. E posso dizer que é difícil gerir uma empresa destas quando quase todas as concorrentes pertencem a grandes grupos. Nós somos uma empresa familiar a trabalhar no meio de gigantes. Mas tem de se trabalhar. E tem de se resistir.

COMO DESCREVE O MERCADO ATUAL?

Neste momento estamos numa fase boa. Estamos muito perto de Lisboa, mas ainda conseguimos praticar preços abaixo dos que se fazem em Lisboa. Isso mantém-nos competitivos.

Temos uma frota de 12 camiões e trabalhamos num raio de cerca de 50 km. Vamos até Samora Correia mas não entramos em Lisboa, nem vamos para Leiria. 

O mercado primordial continua a ser o das vivendas: 70% a 80% do nosso trabalho é esse.

NUNCA TIVERAM EQUIPA COMERCIAL. COMO É QUE ISSO FUNCIONA NESTE SETOR?

O nosso trabalho sempre foi de proximidade com o cliente. Trabalhámos muitos anos assim, com esse acompanhamento direto.

Agora, no último ano e meio, com tanto trabalho, já é mais difícil dar o mesmo nível de acompanhamento. Há atrasos, é natural, e a procura é enorme. Para além disso, há falta mão-de-obra em todo o lado mas continuamos a tentar manter a proximidade possível.

A EMPRESA TEM CRESCIDO MUITO. CONSEGUE QUANTIFICAR ESSE CRESCIMENTO?

Temos crescido entre 20% a 30% ao ano, pelo menos nos últimos três anos. A procura aumentou bastante, não só connosco, mas a nível nacional.

Durante muitos anos, desde a altura do meu pai, o setor crescia 2% ou 3% por ano. Agora, de repente, tivemos um crescimento de 15% no mercado em geral e 20% a 30% aqui na empresa.

Estamos com algumas obras a levar 7 e 8 mil metros de Betão. O volume tem sido muito elevado.

QUAIS SÃO OS MAIORES DESAFIOS QUE ENFRENTA NESTE MOMENTO?

O maior desafio é, sem dúvida, a mão-de-obra. Falta em todo o lado: motoristas, operadores, operadores fabris… tudo.

Depois há a questão dos preços. Estão a praticar-se valores nas casas que não fazem sentido para os ordenados que existem em Portugal. Vendem-se vivendas todos os dias quando os salários não acompanham.

E claro, a carga fiscal. É enorme. O que me custa não é o ordenado que pago ao funcionário mas sim o valor que vai para o Estado. Se houvesse mais apoio às empresas nesse ponto, conseguíamos dar melhores condições às pessoas e ter um país mais motivado e produtivo.

A MÃO-DE-OBRA ESTRANGEIRA É SOLUÇÃO?

Acho que não é a grande solução. Ajuda, claro, mas não resolve o problema de fundo. O ideal era que o país tivesse condições fiscais para permitir aumentar os salários e manter os nossos trabalhadores satisfeitos. Isso sim faria diferença.

E PARA O FUTURO, OS PROJETOS PASSAM PELO CRESCIMENTO OU POR ESTABILIZAR A OPERAÇÃO?

O nosso principal objetivo é renovar a frota e manter o que já construímos de forma sólida. A procura pode cair antes de 2030 – apesar das previsões dizerem o contrário – e é preciso agir sempre com cautela.

Prefiro estar seguro, manter a qualidade perante os clientes e continuar a trabalhar com confiança.