Jbricolage – “CONSTRUÍMOS SOLUÇÕES”


COM UM OLHAR ATENTO À QUALIDADE E À VERSATILIDADE, JOÃO REIS É O ROSTO POR TRÁS DA JBRICOLAGE, UMA EMPRESA DA ZONA OESTE QUE TEM CRESCIDO DE FORMA EXPONENCIAL NO SETOR DA CONSTRUÇÃO E REABILITAÇÃO. NESTA ENTREVISTA, O GESTOR PARTILHA A SUA EXPERIÊNCIA, VALORES E AMBIÇÕES, REVELANDO COMO A APOSTA NA EXCELÊNCIA E NA FORMAÇÃO CONTÍNUA TEM FEITO DA JBRICOLAGE UMA REFERÊNCIA EM CONSTANTE EVOLUÇÃO.

COMO FOI O SEU PERCURSO ATÉ CRIAR A JBRICOLAGE?

A minha experiência começou na área dos refratários e da construção energética, nomeadamente em obras como, centrais termo-elétricas, Cast-houses, alto-fornos industriais, fornos de alumínio. Trabalhei em vários pontos do mundo e tive o privilégio de aprender com uma empresa (Set Linings) que me ensinou tudo o que sei. Essa bagagem internacional permitiu-me adquirir um conhecimento técnico muito superior ao que normalmente se pratica em Portugal, sobretudo em termos de exigência na construção e na manutenção.

QUANDO REGRESSOU A PORTUGAL, COMO NASCEU A IDEIA DE CRIAR A EMPRESA?

Regressei por volta de 2019/2020 e iniciei a atividade com um projeto muito pequeno. Não queria grandes movimentações. Mas com a experiência, as certificações e uma equipa qualificada — rapidamente conquistamos a confiança de vários clientes.

Hoje em dia, muitos só querem trabalhar connosco. Isso deve-se ao nosso foco em materiais certificados usados, qualidade de execução e um método diferente.

COMO SE CARACTERIZA A ATIVIDADE DA JBRICOLAGE ATUALMENTE?

Começámos com pequenas obras, como alvenarias. Hoje, atuamos na reabilitação total de edifícios, entre outras — somos uma das poucas empresas na zona Oeste com essa capacidade —, fazemos construção, pintura, aluguer de andaimes e maquinaria, e temos equipas especializadas em trabalhos em altura, como rapel.

Também temos projetos de reabilitação de habitações abandonadas, muitas das quais para posterior venda, em parceria com o grupo “Comprar Casa Oeste”, no Bombarral e Cadaval.

E TÊM CAPACIDADE PARA RESPONDER A TANTA PROCURA?

Sim, embora haja muita procura e a mão de obra qualificada escassa, entre colaboradores internos e parceiros externos, somos uma equipa superior a 90 pessoas. Isto permite-nos acompanhar várias obras em simultâneo. Mesmo assim, nem sempre conseguimos responder a todos os pedidos — o que só reforça a importância de manter equipas bem formadas, motivadas e com um espírito de colaboração muito forte.

A FORMAÇÃO É UM PONTO ESSENCIAL PARA A EMPRESA?

Sem dúvida. Todos os colaboradores têm certificação e, quando entra alguém novo, há sempre formação inicial. Temos uma reunião semanal para acompanhar o andamento das obras e partilhar ideias. Eu acompanho quase todas as obras no terreno. Desde o início que valorizamos a estabilidade — praticamente não temos rotação de funcionários.

Trabalhamos como equipa, uma família sem hierarquias rígidas, e eu próprio ponho mãos à obra quando necessário.

DE QUE FORMA A INOVAÇÃO ESTÁ PRESENTE NA FORMA COMO CONSTROEM?

Utilizamos materiais como termoblocos, esferovite para isolamento e estruturas em betão armado, que tornam as casas mais confortáveis e energeticamente eficientes. Mesmo no inverno, sem sistemas de aquecimento, é possível ter conforto interior. São soluções muito superiores às tradicionais, mais rápidas de executar e com maior resistência. O nosso lema é: “Construímos soluções”. E acreditamos que o barato sai caro — por isso, não aceitamos comprometer a qualidade.

COM QUE TIPO DE MARCAS TRABALHAM?

Trabalhamos com três marcas principais: Moutil (Cadaval), Mipal (uma fábrica próxima de Lisboa) e Titan (Cadaval). Algumas referências de tintas até foram desenvolvidas com base em produtos que trouxemos de fora. Se um cliente pede algo económico, recusamos. Queremos garantir qualidade ao cliente final e evitar problemas futuros. Isso também nos distingue.

TAMBÉM TÊM APOSTADO NA VERTENTE FABRIL. PORQUÊ?

Procuramos sempre soluções para responder às lacunas do mercado. Criámos uma pequena unidade de fabrico para aquecimento e, mais recentemente, uma linha de enchimento de sacos de areias calibradas e limpas. Brevemente teremos outros produtos. Já estamos a escalar para nível nacional e com perspetivas de exportação. Não é só o enchimento — Com um Parceiro e amigo (Marco) escolhemos e verificamos o material para garantir que é o melhor possível.

A ZONA OESTE FOI UMA ESCOLHA ESTRATÉGICA?

Sim. Sou da região e acredito muito no seu potencial. É uma zona tranquila, segura, com qualidade de vida, boa para investimento. Além disso, está em crescimento: está previsto um parque tecnológico na região e um novo hospital central a poucos quilómetros, o que vai valorizar ainda mais a área.

Estamos focados em Cadaval e Bombarral, que ainda têm preços atrativos, apesar de estarmos ativos em todo o distrito de Lisboa.

E QUAL É A SUA VISÃO PARA O FUTURO DA EMPRESA?

A minha ambição é conseguir responder a todas as necessidades dos clientes — algo que, infelizmente, ainda não conseguimos devido à elevada procura. Quero continuar a crescer, a encontrar soluções, a inovar. Ando sempre à procura de oportunidades e atento a novas tecnologias, como a inteligência artificial. Já a usamos, mas com precaução. O nosso foco é evoluir como empresa e como pessoas, formar as nossas equipas e, quem sabe, expandir ainda mais a nível internacional.

POR CURIOSIDADE: COMO SURGIU O NOME “JBRICOLAGE”?

Foi um dos primeiros colaboradores, o João — que ainda hoje está connosco — quem sugeriu. “J” de João e “bricolage” porque, no início, fazíamos um pouco de tudo. Hoje, o nome simboliza a nossa capacidade de dar resposta a diversas frentes: construção, fabrico, reabilitação, maquinaria, entre outras. Queremos ser uma referência versátil, sólida e reconhecida pela qualidade.

COMO DEFINE A FILOSOFIA DE TRABALHO DA JBRICOLAGE?

Independentemente da dimensão do projeto — seja um anexo, uma casa ou um edifício — aplicamos sempre o mesmo rigor. Não aceitamos trabalhos que comprometam a nossa qualidade. Já recusei parcerias com empresas que queriam apenas mão de obra, sem respeitar os nossos padrões. A nossa imagem está em jogo.

Podemos demorar 50 anos a construir uma reputação e perdê-la num dia. Por isso, trabalhamos sempre com foco, com ética e com o compromisso de fazer bem.