Novasbe – “FORMAÇÃO EXECUTIVA E MENTORIA: A CHAVE PARA A COMPETITIVIDADE EMPRESARIAL”


NUM MUNDO EMPRESARIAL EM CONSTANTE TRANSFORMAÇÃO, A FORMAÇÃO CONTÍNUA E A MENTORIA AFIRMAM-SE COMO FERRAMENTAS ESSENCIAIS PARA A CRIAÇÃO DE VALOR E RESILIÊNCIA NAS ORGANIZAÇÕES. PEDRO BRITO, ASSOCIATE DEAN FOR EXECUTIVE EDUCATION AND BUSINESS TRANSFORMATION, SALIENTA COMO ESTA ABORDAGEM INOVADORA CAPACITA LÍDERES A ENFRENTAR OS DESAFIOS DE HOJE E DE AMANHÃ, PROMOVENDO SIMULTANEAMENTE O CRESCIMENTO SUSTENTÁVEL DAS EMPRESAS.

DE QUE FORMA A MENTORIA E A FORMAÇÃO CONTÍNUA DE GESTORES PODEM CONTRIBUIR PARA O AUMENTO DA PRODUTIVIDADE DAS EMPRESAS, PARTICULARMENTE EM PERÍODOS DE INCERTEZA ECONÓMICA OU MUDANÇA DE MERCADO?

Em 2018, foi realizado um estudo na África do Sul com 500 empresas para compreender o impacto da formação nos resultados financeiros. Este programa formativo tinha 80 horas e focava-se apenas nas áreas de marketing ou finanças. Entre as conclusões, destacaram-se o aumento das vendas (25% a 64%) e dos lucros (41% a 61%). Agora imaginemos um programa que também inclua internacionalização, transformação digital, sustentabilidade, gestão de pessoas e operações, complementado com mentoria especializada para apoiar as empresas a aplicar as ferramentas adquiridas. É isso que a Nova SBE faz com a iniciativa VOICE Leadership: criar condições para que os gestores das nossas PME possam gerar valor, seja através de crescimento, seja pela otimização de recursos e lideranças mais preparadas.

QUAIS SÃO AS COMPETÊNCIAS-CHAVE DE LIDERANÇA QUE OS PROGRAMAS DA NOVA SBE EXECUTIVE EDUCATION PROCURAM DESENVOLVER NOS GESTORES PARA PREPARÁ-LOS PARA OS DESAFIOS ATUAIS E FUTUROS?

As competências podem variar muito dependendo da dimensão e natureza dos negócios. Nas grandes empresas, a capacidade de as lideranças adotarem uma mentalidade de aprendizagem “T-Shape” é fundamental. Essa abordagem combina profundidade de conhecimento numa área específica com uma amplitude de competências gerais, como comunicação, criatividade ou pensamento crítico, e também novas disciplinas funcionais como tecnologia e sustentabilidade. Para gestores de PME, as necessidades são geralmente mais voltadas para fundamentos de gestão que lhes permitam lidar com a escassez de recursos e desafios ao crescimento.

Pode partilhar casos concretos ou exemplos de setores em que a formação de gestores tenha resultado em melhorias significativas na produtividade ou nos resultados das empresas?
Recordo-me de uma empresa do setor do turismo onde se trabalhou o tema de “serviço ao cliente”. Para além da formação, os gestores comerciais eram acompanhados por um formador que observava interações com clientes e dava feedback imediato. Os resultados de vendas ao final do segundo mês aumentaram quase 30%, tornando-se num caso de sucesso replicado para toda a rede comercial. Num outro caso, uma empresa do setor de retalho identificou discrepâncias de vendas entre lojas semelhantes. Um survey revelou baixos níveis de engagement dos colaboradores, correlacionados com as vendas. A formação focou-se nesse ponto,

resultando num aumento das vendas e da satisfação dos colaboradores.

QUAIS SÃO OS BENEFÍCIOS DE INVESTIR EM PROGRAMAS DE FORMAÇÃO EXECUTIVA E MENTORIA PARA OS GESTORES DAS EMPRESAS?

Basta pensar ao contrário: Quais são os riscos de NÃO investir? As empresas que apostarem na formação estarão mais preparadas para desafios e para capturar oportunidades. Por exemplo, um gestor que veja a sustentabilidade como mera estratégia de marketing não criará valor. Mas, se compreender como ajustar o produto às expectativas dos consumidores, poderá gerar enorme valor. Para isso, é essencial que gestores entendam como temas como sustentabilidade, AI, marketing digital e internacionalização podem contribuir para criar valor.

COMO DESCREVE A ABORDAGEM PEDAGÓGICA DA NOVA SBE EXECUTIVE EDUCATION EM RELAÇÃO A OUTRAS OFERTAS DISPONÍVEIS NO MERCADO, EM TERMOS DE INOVAÇÃO E IMPACTO NOS NEGÓCIOS?

Na Nova SBE adotamos o conceito de Practical Wisdom: aplicar conhecimentos teóricos e ferramentas práticas para decisões eficazes em contextos reais. É um equilíbrio entre visão estratégica, empatia e ação, promovendo soluções inovadoras, éticas e sustentáveis. Apesar de existir uma preocupação em responder às necessidades reais do dia a dia, também trabalhamos para que os executivos estejam preparados para desafios que ainda não surgiram. Para isso, envolvemos alunos de licenciatura, desafiamos executivos a pensar sob diferentes perspetivas e utilizamos casos e simulações invulgares.

QUAIS SÃO OS PRINCIPAIS DESAFIOS QUE AS EMPRESAS PORTUGUESAS ENFRENTAM NO DESENVOLVIMENTO DE GESTORES EFICAZES E DE QUE FORMA OS PROGRAMAS DA NOVA SBE PODEM AJUDAR A ULTRAPASSÁ-LOS?

A liderança é uma situação crónica. Nunca nenhum líder estará totalmente preparado, porque ele próprio muda e o contexto da empresa e do mercado muda. Por isso, é essencial adotar uma mentalidade de aprendizagem contínua.
No entanto, muitas empresas ainda veem programas de formação como uma checklist ocasional. Mas as lideranças precisam de desenvolvimento constante, seja por aprendizagem formal, mentoria ou exposição a diferentes contextos. Foi por isso que a Nova SBE criou a área COMUNIDADE, um “ginásio de aprendizagem” que oferece serviços como formação, aconselhamento de carreira, networking e mentoria.